quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Curiosamente desde criança Carolina se sentia protegida quando chovia. Mudou-se e a situação virou o inverso. Na nova cidade sentia que o céu ia desabar a cada acúmulo de nuvens ou temperaturas nubladas. Talvez pela cidade em si subverter toda a vida existente às águas que corriam em rios a cada chuva. A terra ali não parecia sorver o suficiente das gotas. Sobrava. E corria para os barrancos. Vertia morros. Preocupava a ela e aos naturais.
Antes, nas terras secas, guarda-chuva não lhe era coisa de gente normal. Agora, companheiro onipresente, fere-lhe o brio e a elegância. Acostumou-se.

Um dia o mundo veio abaixo. Estava na rua, coitada. Jatos de luz rasgavam o céu e aqueles estampidos a ensurdeciam. Destemperou-se. Sentiu-se brejeira. Fazer o quê? Não podia nada, era menor e sem vontade. Tentava fingir não ser com ela, em vão. Escolheu o lugar mais seguro (na sua inexperiente avaliação) e ali, no beco, encolhida girou seus ponteiros. Ah... Carolina sem teto e da terra!

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

O bem que nos faz bem

E o coração se enche de alegria e verdade vendo coisas bonitas acontecendo. A gente se sente um ser humano mais possível, pertencendo e tudo fazendo sentido. Porque o fluir é o natural da vida e da natureza. Emoção que transborda, chega no outro, volta em dobro, reflexo. Renova a fé no fluxo, no que é bom, no que é justo. Não há espaço disponível para pieguice, só a afirmação de que o certo merece a chance de se manifestar, encontrar as pessoas, criar caminhos mais possíveis.

Quando o momento conecta não há dúvida no sentimento, simplesmente expande até o outro, fica tudo junto em unicidade e traz a lembrança do todo no todo e do todo na parte, e mesmo esse todo ao ser todo, também é parte apesar de todo.


Dias felizes são bons e simples. Não é preciso fuga, nem palavras de baixo teor. Em que baixar essa vibração tão boa daquilo que faz extremo sentido?! Todo dia podia ter uma dose assim de bem diário, para que no seu fim, a parte mesmo parecendo menor, resulte por superar o todo apesar de parte, pois sua soma se conclui mais do que o mais do restante. É a vida correndo nas veias e firmando caminhos.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013


Protege e acolhe por infinita hora
O instinto que te move
Tem veludo, tem calor
Maciez de confiança e cor
Cala, relincha, reclama
Porque assim é
Entregue
Sempre vai
Embora estanque, sempre vai